21/10/08

Recordar e viver

Lembro-me como se fosse hoje.. Chega o Outuno Inverno e na casa dos meus (falecidos) avos depois do jantar, ja estava na lareira um monte de lenha perfeitamente organizado em piramide pelo meu Bu Manel(como eu lhe chamava) prontinho para arder.


Sempre adorei lareiras e entao adorava estar ali com eles os tres, o avo, a avo e irma minha tia avo.. Nasceu cega de um olho e aos 20 ficou do outro e toda a vida viveu com a irma e cunhado. Esta casa que falo e no meio da cidade onde nos tinhamos uma loja, uma mercearia na frente da casa.

Adoro estar sentado em frente a lareira a ver o lume a arder.. Mais tarde apanhei um caozinho pequenino abandonado e levei para a loja o meu Farrusco(penso que seja este o verdadeiro apesar de ser chamado Ruco, Farruco, Ruquinho, uma variedade... de cor igualzinha as do Rotweiller e Doberman mas metade do tamanho),estorias do Farruco ha muitas a ver se depois as conto, mais tarde apanhei tambem uma gata(A Riscas, branca com riscas cinzenta) cega de um olho na rua e levei para la porque temos um bom terreno la da casa.
Assim temos a primeira fila com a Gata quase dentro da lareira, logo seguido pelo Farruco que se deita mesmo encostado a lareira, a gata fica(ficava) por cima dele numa beirinha da lareira, eles ate se davam bem.., seguido pelos avos. Lembro-me de estarem a ver televisao e a minha avo usar uma daquelas publicidades do continente a frente dela para a lareira nao queimar a cara...

De tudo o que aqui falo quem continua entre nos e a minha tia avo e o meu Farrusco que mora em casa dos meus pais, noutra casa perto desta. A Risca desapareceu de um dia para o outro ao fim de muitos anos, ou foi envenenada, ou roubada ou morreu por outra coisa qualquer.

Entretanto tenho aqui fotos do Farruco! :)

O Farrusco adora sofas, alias ambos.
(Aquela pata branca que veem ali e o meu outro cao Joka que viev em casa dos meus pais. Estas fotos foram tiradas na aldeia.)

Bons tempos e boas recordacoes estas onde entravamos naquela sala e sentiamos o cheiro a fumo que nos fazia querer estar la sentados no quentinho num dia frio de inverno. Mas como tudo o que e bom na vida, acaba sem que queiramos.

8 comentários:

Clavis disse...

Sim... também me lembro de serões à lareira nas casa dos avós... e como adorava mecher nas cinzas e atiçar o fogo...
onde vão esses tempos...
e a infelicidade que é saber que não poderemos mais passar essa experiência aos nossos urbaníssimos filhos...

Daniel disse...

Talvez possas.. enquanto sao pequenos!

Abraco

Ana Camarra disse...

Não, não acaba enquanto aqueceres essas recordações com ternura, continuam vivas dentro de ti, isso é que é importante, muito mesmo.
Faz de ti uma pessoa melhor.
Isso é viver, retirar do passado as boas coisas, perspectivar o futuro e ir vivendo o presente.
Beijos

Conde disse...

À coisas que acabam,mas haverá outrs que se repetiram mais tarde,tu a que ainda não sabes.Tambem haverá coisas que te iram acontecer agora que mais tarde te farão falta ,é a vcida meu caro.

sa morais disse...

Rocordações e ambiências que também partilho e que vivem num recanto da memória...

Mas não estão totalmente perdidas para as gerações futuras, amigo. Quero que o meu filho saiba dar uns pontapés na bola, brinque com cães, gatos,rebole na areia, etc...
São experiências necessárias para que os miúdos não sejam uns totós do virtual, que pensam que os ovos são fabricados e que nunca esmurraram um joelho.

Grande abraço!

E um viva às recordações!

AP disse...

Que memórias... Como me fizeste recordar a minha infância em casa dos meus avós. Bons tempos que não voltam mais. :(

DML disse...

São sempre boas recordações!

Pandora disse...

Como é bom recordar...
Também tenho muitas recordações da casa dos meus avós, só que sem lareira, mas com um aquecedor onde a cadela Lira, se encostava e queimava o pelo.

O teu farrusco é quase igual á minha Julie, que eu tanto gostava. Tenho um Poste antigo em que falo dela.
Que saudades. Beijos.